Como Proceder em Situações de Emergência
Cada situação de emergência necessita que se tenha um procedimento adequado. Saber como reagir a cada uma delas possibilita antecipar o socorro, aumentando as chances da vítima e evitando sequelas.
Afogamento
Antes de procurar por uma unidade de emergência é muito importante que se faça ainda no local, sempre por alguém capacitado, respiração boca-a-boca e massagem no peito para fazer a criança voltar a respirar.Isto é fundamental para o futuro da criança acidentada em afogamento. Os minutos perdidos no trajeto podem ser cruciais para a qualidade de vida posterior.
Certifique-se, durante o trajeto que ela está respirando e com o coração batendo em ritmo adequado. Se precisar, faça mais respiração boca-a-boca e massagem cardíaca.
Convulsões
O mais importante em casos de convulsão é tentar manter a calma. Sabemos que isso é difícil, mas é muito importante, para que seja garantido duas coisas à criança em crise: primeiro, que ela continue respirando - para isso mantenha a cabeça dela inclinada para um lado e boca e nariz desobstruídos, use uma gaze ou fralda limpa para tirar as secreções e saliva. Não tenha medo, e não precisa se preocupar com a língua, ela não vai “enrolar” ou “ser engolida”, não coloque o dedo dentro da boca da criança para não provocar vômitos.
Em segundo lugar, coloque a criança num ambiente plano e seguro, de preferência no chão (ou no colo se for um bebê), sem objetos por perto, para evitar que ela se machuque.
Em seguida ela deve ser levada a uma unidade médica especializada para receber os devidos cuidados, mesmo que a crise tenha passado.
Diarréia
Em casos de diarréia o mais importante é manter a criança bem hidratada. Providencie soro para ser usado por via oral (pode ser o caseiro, preparado com sal e açúcar nas medidas certas, ou algum pronto para uso que podem ser encontrados nas farmácias).
Ofereça uma quantidade razoável, proporcional ao tamanho da criança, toda vez que ela fizer fezes líquidas. Continue oferecendo a alimentação normal da criança e procure atendimento médico se você perceber algum sinal de desidratação: olhos encovados, perda da elasticidade da pele, pulso acelerado, diminuição da quantidade da urina e urina escura (concentrada).
Dispnéia (falta de ar)
Se a criança nunca teve dificuldade de respirar antes procure atendimento especializado imediatamente para ser avaliada cuidadosamente. No entanto, se não é a primeira vez e você já tiver sido instruída de como lidar com a situação faça aquilo que você já sabe. Se não resolver, leve a criança para ser atendida em uma unidade médica.
Febre
Como um dos sinais mais comuns apresentados pela criança, até por se tratar de reação natural do organismo contra um agente agressor, a febre é também uma das principais fontes de angústia para os pais.
No entanto, tenha sempre em mente que a febre raramente causa algum dano à criança. Ao contrário, a elevação da temperatura do corpo faz parte do mecanismo de defesa do organismo contra vírus ou bactérias agressores.
Evidentemente, como já foi dito antes, quanto menor a criança maior o risco de algum problema ser causado pela febre, por exemplo, as convulsões.
Assim, em casos de febre, use o remédio habitualmente receitado pelo pediatra da criança, na dose recomendada e observe.
Não se desespere com a temperatura da criança. Algumas vezes, até o remédio começar a fazer efeito, a temperatura pode continuar subindo um pouco, e nesses casos, é útil um banho com água mais fria que o corpo da criança, sem álcool, para ajudar a baixar a temperatura.
Se a febre persistir, procure o pediatra da criança para orientação ou se encaminhe a uma unidade pediátrica para um atendimento de emergência.
Intoxicações
Nestes casos, muitas vezes não é indicada a provocação de vômitos e quase sempre não se deve dar leite à criança. O melhor é levá-la o quanto antes a um serviço de urgência pediátrica, para o tratamento adequado. Procure sempre identificar o que causou a intoxicação, e se possível leve consigo uma embalagem do produto.
Mordedura de animais
Os acidentes mais comuns com crianças envolvem geralmente cães, gatos, ratos e morcegos. Em caso de ataque de algum animal, deve ser procurada ajuda especializada. Antes, lave bem o ferimento causado pela mordedura com água e sabão, e se tiver sangrando muito faça uma compressa com gaze esterilizada ou fralda limpa até chegar ao hospital.
Quando o acidente acontece com animais venenosos como cobras e escorpiões leve-a imediatamente ao hospital para as devidas orientações ou contate por telefone o pediatra da criança.
Queimaduras
As queimaduras, por qualquer causa, continuam atuando na pele mesmo que tenha sido afastado o agente que queimou, por isso é muito importante que seja providenciado o esfriamento da região com água fria e gelo, até por que isso ajuda a diminuir a dor. Nunca use pastas, cremes, pomadas, pó, fumo, manteiga ou qualquer outra coisa além de água fria e gelo nas queimaduras. Não estoure as bolhas, elas são úteis para a cicatrização posterior. Quando a área afetada for extensa pode ser útil ministrar uma dose de analgésico antes de levar ao hospital.
Se ocorrer incêndio com grande quantidade de fumaça, é fundamental que a vítima seja tirada do ambiente para um local arejado. Nesses casos, água ou leite gelado pode ser oferecido à criança para esfriar a boca e vias aéreas, e começar a hidratação.
Providenciar transporte o mais rapidamente possível
Reações vacinais
Hoje em dia, reações vacinais são cada vez mais raras, no entanto as mais comuns são as dores e hematomas no local da aplicação, nesses casos compressas frias podem ajudar a melhorar o desconforto, e febre, combatida com antitérmico, de preferência com acetaminofen (ou paracetamol).
Reações específicas a determinadas vacinas devem ter orientação e avaliação médica precisas.
Sangramentos
Sangramentos de nariz são comuns e constituem sinal de alerta.
Como primeiro socorro, enquanto se providencia contato com o pediatra ou se encaminha a uma unidade de emergência pediátrica, pode ser feito uma compressão manual da narina que está sangrando, comprimindo-a contra o septo nasal, e colocando a cabeça da criança em posição confortável (preferencialmente horizontal).
Sangramentos de gengiva em geral estão associados à inflamação local, e nesses casos, gelo ou água bem fria pode ajudar a diminuir a dor e o sangramento.
Feridas sangrando, após serem limpas com água e sabão, devem ser comprimidas até avaliação se precisam ou não de serem suturadas (levar pontos).
Trauma Craniano e Quedas
Observar os casos em que a pancada for muito violenta, por exemplo, num acidente de carro, ou quando surgem vômitos, alteração da consciência e sangramento pelo nariz ou ouvidos. Caso apresente algum desses sintomas, providenciar remoção para uma emergência pediátrica.
Quando a pancada é forte, é bom usar bastante gelo para evitar que se forme um hematoma muito grande. Observar também se há dor e inchaço localizado em algum osso, ou perda da mobilidade de braços e pernas, pela possibilidade de ocorrência de fratura.
Caso positivo, procure improvisar uma tala (apoio firme) para o osso suspeito de estar quebrado, evitando assim que ele sofra com movimentos bruscos durante o transporte.
Nesse sentido, é fundamental que, em casos de suspeita de lesões da coluna (acidentes de carro ou quedas livres), esta seja imobilizada antes de qualquer tentativa de mobilizar a criança, principalmente o pescoço.
Use um colar cervical ou as duas mãos segurando firme a cabeça e ombros simultaneamente, ou, se for possível, espere a chegada de atendimento médico especializado.
Vômitos
Os vômitos quase sempre não devem ser combatidos com medicamentos. Como nos casos de diarréia, o importante é manter a criança bem hidratada, usando o soro oral (caseiro ou comercial) em pequenas quantidades e com temperatura fria.
Nunca use medicamentos para vômitos em casa sem orientação médica. Eles podem ser perigosos.
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